Mas
afinal, o fato de Islão significar "Deus em você"
o que mudaria?
Se somos filhos
do Universo, descendendo do primeiro átomo vivo que construiu
todo o universo, tendo sido iniciados em uma religião x,
y, ou z, que fala de um Deus e de nossa imagem e semelhança,
o que poderia ter feito Ale Mohamed se arrepiar?
O que afinal
seria este sintoma de arrepiarmo-nos?
Um calafrio
voltou à espinha de Ale, que se lembrou dos ensinamentos
do Mestre Hoguen Sam a respeito do ZEN, a postura sentado, olhar
em todas as direções, manter a mão direita
sobre a mão esquerda bem direcionada para o nosso umbigo,
uma expiração, ativando assim o acundaline e procurando
o NADA ABSOLUTO.
Ora, NADA
ABSOLUTO significava também a ausência de tudo em
nós, porque a função da expiração
era justamente eliminar tudo o que havia em nossos hemisférios
cerebrais, incluindo-se a idéia de um Deus.
E agora???
Ale lembrou-se
de quando fez o processo Fisher e Hoffman, no Rio de Janeiro,
e aos poucos foi novamente entrando na mesma sintonia em que estivera
na Picinguaba, sentindo os corpos a se decomporem, e, um dia,
no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, sentou-se para meditar
e viajou durante 12 horas, sentado em uma pedra. Lá pelas
tantas da noite, apareceu um guarda e pediu para ele voltar do
transe. Ao lado do guarda um senhor acompanhou a "volta"
de Ale para a Terra e logo de cara lhe perguntou se era maçom,
ao que obteve resposta negativa. Conversaram pela noite adentro
na Casa da Administração, pois o senhor era o Diretor
do Jardim Botânico e ficara impressionado com a capacidade
que Ale tinha em se concentrar...
Em
que você meditava?
Perguntou o gentil senhor, enquanto lhe servia um chá.
Em NADA, absolutamente NADA!
Muitos anos
se passaram até aquele momento em que ele se arrepiara,
lembrando a frase que citava o Profeta do Islão.
Lembrou-se
também de um amigo persa, de nome Abbi, que lhe chamava
de Darwish, o que na Pérsia antiga simbolizava um sábio,
um ser iluminado, alguém que vivia entre dois mundos, passando
informações aos do mundo terreno, como um ORÁCULO.
Ver ou sentir???
Sentir, logicamente
era a resposta de Ale, pois quem sente tem tudo, percebe melhor,
intuitiva e sensitivamente capta melhor o que é a mensagem
ou a situação.
O coração
tem razões que a própria razão desconhece,
já dizia Blaise Pascal.
No entanto
Ale estava querendo interpretar o arrepio. A presença de
Deus é que
o teria causado?
Deus nunca
estaria em um local desagradável ou na companhia de uma
pessoa desagradável.
Nem mesmo
um Anjo da Guarda ficaria em uma situação assim,
quanto mais Deus.
Os pensamentos ferviam em sua cabeça, estava mesmo encucado
com tudo aquilo.
E costumava
dizer que não pensava, mas é que tinha um raciocínio
tão rápido, esclarecia as coisas de uma maneira
tão simples que dava a impressão que realmente não
pensava.
O ar que nos
cerca pesa tanto ou mais que toda a água do mar...
Que mensagem,
mas isto tudo quanto é cientista sabe...
Então,
se pesa tanto, é porque tem elementos ou dimensões
que o fazem ser tão pesado, e por qual motivo não
o sentimos?
Ora os peixes
também não sentem o peso da água dos Oceanos...
é verdade!!!
A cada questionamento, logo vinha uma resposta, como se houvesse
um diálogo íntimo entre o peregrino e um outro ser
dentro dele mesmo.
E quantas
pessoas conseguiriam estas respostas com tanta rapidez como as
obtinha Ale Mohamed? mas também o que interessaria isto?
Se calhar,
quem não obtinha as respostas também não
tinha nenhuma pergunta a fazer e aceitava a vida com muito mais
simplicidade.
Caramba!!!
É isto
mesmo!!!
Quanto mais
simples somos, mais leve será para nós a vida.
Então,
quer dizer que, quanto mais tomamos conhecimento das coisas mais
ficamos entalados?
Era mais ou
menos isto mesmo.
A nossa responsabilidade
logicamente aumentava em função daquilo que íamos,
durante nossa estada na terra, conhecendo mais e mais e mais...
E o que significava
esta responsabilidade?
Tinha a ver
com O POVO DA TERRA ou apenas com nós próprios?
Além
do POVO DA TERRA havia ainda todo O PLANETA, o ambiente, os reinos
que o faziam, vegetal, mineral, animal, reinos que se prepararam
para a nossa chegada e nem todos nós soubemos conviver
com eles.
Ale ficou matutando em tudo aquilo, enquanto seu fiel cão
Coringa cochilava debaixo da escrivaninha antiga, onde ele se
punha a estudar todos estes temas, os quais em geral nasciam em
sua cabeça ou vinham pelo Éter, que é a fonte
do nosso conhecimento...
Ora, se a
fonte do conhecimento era o Éter, e todo o conhecimento
encontrava-se no cosmo e através dele nos era enviado,
não para todos mas para os que melhor conseguissem sintonizar-se
com as esferas celestiais, por qual motivo a responsabilidade
do tomarmos conhecimento aumentava algo em nós???
Sem querer
fugir à pergunta que agora martelava sua cabeça,
Ale Mohamed decidiu sair com seu cão a dar umas voltas
para desanuviar um pouco e também fazer exercícios,
porque sabia que o exercício físico o ajudava a
fazer uma catarse sanguínea, ou seja, aquilo que o incomodava
por dentro era expelido pela própria transpiração...
Há
muito ele fora um excelente atleta, praticara quase tudo o que
se vê numa Olimpíada.
É claro que a idade chegando ele não poderia mais
praticar todos os esportes que em sua juventude praticara, mas
dentro dele havia ainda muito do que aprendera até então.
E quando menos
esperava, andando entre os pinheiros nas montanhas do Santo da
Serra, na paradisíaca Ilha da Madeira, toda de origem vulcânica,
lembrando mesmo Atlântida, Ale Mohamed recebeu a mensagem
que esperava a respeito da responsabilidade daquilo que aprendera,
e que deveria de alguma forma passar a quem de direito, fosse
o POVO DO MUNDO ou seu filho, ou seus familiares, não interessava...
A responsabilidade, esta sim, o estava incomodando, mas a resposta
veio, ali, de uma hora para outra.
A...prender...
aprender... inverta Ale, inverta!
Ouviu uma
voz a lhe dizer isto. Ora, inverter a...prender é soltá-la...
ou no caso do conhecimento, soltá-lo...
E soltar onde?
Como?
No ar Ale
Mohamed, apenas no ar, através dos átomos...
Lembrou-se
então dos diálogos gregos, tudo era ouvido, sentido
e comentado na hora...
Ia também
para o Éter.
Os Átomos
os transmitiam... e naquele tempo então, que Ale estava
vivendo com tantas antenas, satélites, feixes hertzianos,
nada mais fácil para nós passarmos uma mensagem
ou transferir conhecimentos...
Então,
por qual motivo nasceram as escolas, as universidades, os cursos
de doutoramento?
Tudo aquilo realmente confundia a cabeça do nosso peregrino...
E lá ia ele com seu fiel Coringa andando pelas montanhas
que foram purificadas vulcanicamente pelo FOGO...LUZ.
O FOGO PURIFICA...
ORA O SOL É FOGO... RÁ!!!!!!!!!!!!!!!
Gritou bem
forte: RÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!
MA
..LUA.
DEI
.DEUS
RÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!SOL
MADEIRA...
Ilha da Madeira... e lá estava Ale Mohamed, o menino homem,
peregrino, que nem sabia o que a vida lhe reservara em suas várias
reencarnações...
Em um outro
local da Ilha, alguém se perguntava por onde andava Ale,
onde ele havia se enfiado?
Tinha sempre
esta mania de fugir ao convívio com a sociedade, e deixava
algum vazio nas pessoas que gostavam dele...
Por qual motivo
ele era tão Ermitão? Perguntava-se uma pessoa do
outro lado da Ilha, em meio a uma escrivaninha cheia de papéis,
mas papéis que estavam relacionados com o planejamento
dos mundos constituídos pela União Européia.
Um amigo é
sempre um Amigo e aceita o Amigo como é!!!
Ale olhava para Coringa e ficava ali brincando de jogar um pedaço
de pau enquanto o seu fiel amigo ia apanhá-lo tantas vezes
quantas Ale o atirasse.
O que as pessoas
não entendiam em um ser como Ale Mohamed, era justamente
a capacidade que ele tinha em ir buscar no Éter respostas
que seriam de imensa importância para o seu próprio
mundo, e as buscava a sua maneira, sem ficar condicionado ao "diz
que me disse" do plano Terra. E assim é que vivenciava
um mundo à parte, um mundo nem sempre muito compreendido
pelos que cuidavam e zelavam pelo bom funcionamento do chamado
sistema, o mesmo sistema que fazia os seres humanos se matarem
por causa de um Deus, de uma religião ou de um dogma, pátria
ou posse.
Coringa trazia o pau já tão mordido por ele mesmo,
abanando a cauda e ao se aperceber que Ale já nem estava
mais ali, simplesmente se deitava roendo aquele troféu
tirado da própria terra para que ele se distraísse.
Enquanto isto,
o seu amigo e dono estava mais distraído do que ele, matutando
onde a HUMANIDADE poderia acertar novamente o seu rumo... uma
grande responsabilidade, sem sombra de dúvidas, uma imensa
responsabilidade.
Ele tinha
dúvidas se apenas pelo Éter conseguiria passar as
mensagens...
E, enquanto
não tirasse todas as dúvidas não haveria
Cristo que o fizesse voltar a ter a sua vida com a mesma normalidade
que os outros tinham... Afinal ele sabia que a grande maioria
estava seguindo em direção a um abismo muito maior
do que aquela imensa falésia onde ele se sentara observando
o imenso OCEANO à sua frente... enquanto Coringa, continuava
roendo o pedaço de pau.
Lá
embaixo, a imagem de uma mulher em pé, incrustada na rocha,
lembrava-o de quantas maravilhas a NATUREZA nos presenteia diariamente,
como aquela escultura feita pelo vento na Ponta do Atalaia...
Uma mulher situada em um lugar que simbolizava "O Guardião
de Atlântida!"
Ale lembrou-se
do Guardião do Kiriri, e do seu amigo que com ele escalara
o MONTE CRISTA... O mesmo amigo que agora estava a volta com tantos
papéis e documentos para resolver problemas relacionados
ao desenvolvimento da União Européia e Regiões
Periféricas.
Era curioso
isto: cada qual em uma sintonia e todos na mesma onda cósmica
e universal... Curioso, muito curioso...
O sino do
Colégio de São Bento marcava 11:11h, quer dizer,
badalava 11 horas em pleno Largo de São Bento, em São
Paulo, Brasil. Os 11 minutos estavam marcados em algum relógio
digital, ali por perto. PORTAL 11:11... pensou Paulo Urban, médico
psiquiatra e amigo de Ale Mohamed.
"Por onde andará nosso Exupéry..." pensou
o psiquiatra que curava as pessoas apenas com respirações,
através do processo chamado Terapia do Encantamento.
À beira
da falésia, curiosamente, Ale Mohamed pensava justamente
em Patrícia Luchessi e Paulo Urban, seus grandes amigos
brasileiros que estiveram com ele e seu amigo Carlos, no Aeroporto
de Cumbica, quando de sua penúltima viagem ao Brasil. O
coração de nosso peregrino se emocionava quando
lembrava de certas pessoas, lugares e vivências... Uma lágrima
escorreu e o acordou dos sonhos.
Salgada tal
e qual o imenso Oceano à sua frente, onde um veleiro singrava
águas calmas e azuis...
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