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Meu
Amigo precisamos conversar!
Era Jorge Martins, vindo via Éter visitar Ale, o qual estava
quebrando a cabeça para saber como iria seguir os passos
corretos de um livro que desde sempre quisera escrever e que de
alguma forma já havia enviado para o Éter, o que
simbolizava dizer que ESTAVA ESCRITO NAS ESTRELAS
É sobre isto mesmo que vim conversar com você.
Afinal fui na Terra professor de Mecânica Celeste e você
foi o meu Discípulo mais atento. Naquela época eu
tinha um problema com a fazenda na Serra da Bocaina, e você,
que havia voltado da sua Picinguaba, foi escolhido por mim para
irmos ver as terras.
Lembra-se
disto? Quando dormimos no carro e você viu o Cruzeiro do
Sul de ponta cabeça? Lembra-se também que, no outro
dia, saímos para procurar água e você foi
à frente e caiu em um enorme poço ou lençol
d'água? Também se lembra quando voltei com o registro
das terras você olhou o mapa todo e falou que o meu sócio
havia avançado com a antiga fazenda dele sobre a minha?
E também
se lembra que foi a cavalo até a fazenda dele, e lhe disse:
"A partir de hoje você se cuide, pois ninguém
pode roubar seja lá o que for e ainda mais de um Mestre
como o Jorge Martins!"
Depois de
uma semana, caiu o avião dele com a família e até
a amante juntos... Pois bem meu caro e dileto amigo, quando você
ia lá em casa, nos anos sessenta, por causa da música
e tudo o mais, eu já sabia quem você era, e durante
os tais trinta anos que você me acompanhou sem saber porque
mereceu a minha amizade e a amizade da minha família eu
realmente o explorei
afinal você ABRE PORTAS e sabe
O CAMINHO.
Eu nem sei
como lhe agradecer tantas e tantas coisas que ocorreram, principalmente
o nosso último encontro em Vinhedo, antes de eu virar luz.
Mas, o importante
agora, é que você tem realmente uma missão.
Concentre-se em escrever o livro e não se preocupe com
mais nada. Chegou o momento que você esperava, o qual poderia
ter acontecido há muitos anos, mas a HORA É ESTA.
Você vai ficar tão feliz com tudo que o Universo
agora vai lhe propiciar para que a MENSAGEM passe, que vai até
levitar, como já levitava, só que agora é
algo que você mesmo construiu com seus pés, O CAMINHO
...ENTRE O AQUI E AGORA E O TODO SEMPRE...
Mas,
eu nem sei se o Editor vai publicar o livro, nem sei se terei
realmente tempo para apenas seguir as pegadas do MESTRE e também
nem sei se conseguirei gravar tudo o que me está sendo
passado.
Desde a Picinguaba,
o Vale do Kiriri, que eu sinto é algo sublime, cósmico
e eterno, até ao Parque Temático de Santana, aqui
mesmo na Ilha da Madeira, onde os fenômenos vulcânicos
por si só irão provar a existência de Atlântida.
Enfim, como
sempre, sou apenas o que você disse: o Guardião,
o que Abre Portas, o que sabe que elas são feitas de Carvalho
para suportar os Raios... ou seja, sou Socrático e só
sei que nada sei!
Não
se preocupe, escreva aquilo que o seu coração sente,
e alguém vai colocar tudo em ordem, nunca se esqueça
que por um ponto passam infinitas retas... Estou por perto, e
você sempre soube disto, fiquei feliz em perceber que você
me sentiu em Arcturo
Ayune Amigo, Ayune, suavidade em árabe...
Fica com a Luz Divina...

Naquela noite
foi muito complicado Ale conseguir dormir. Como faria para escrever
tudo o que lhe estava sendo dito, explicado, catalogado? Era como
se ele entrasse em uma Biblioteca e os livros lhe fossem sendo
ditados energeticamente. Precisava se concentrar, precisava galvanizar
as suas células cerebrais para não se perder e fazer
outra viagem até ao primeiro átomo vivo. Sentia
que realmente era um momento sagrado...
O inverno
chegara, e com seu sobretudo, carcomido pelo tempo, subiu as escadas
que iam até ao sótão e rezou, depois sentou-se
na postura de Yoga, ZA-ZEN.
Uma expiração...
nada absoluto... Os sinos de vento começaram a tocar na
varanda... O vento anunciava que os ancestrais estavam por perto.
Os cães começaram a uivar...
A água
estava pingando tanto da chuva como da caixa d'água que
ficava no sótão. Gota a gota... fizeram-se os Oceanos...
Oceanos Estradas do Sempre...

Ale já
estava em outras plagas...
Na Antiga
Babilônia, onde era conselheiro e vivia no Palácio.
Cavalgava muito, tinha um porte atlético, olhos negros
e profundos, percebia muita coisa e tornou-se conselheiro porque
as somatórias dos seus conhecimentos foram sendo recolhidas
em suas memórias akáshicas de uma forma que, quando
alguém precisasse, fosse do que fosse, ele sempre tinha
uma solução. Não agia apenas intelectualmente,
mas, como todo filho das Estrelas, ele passava mensagens muito
interessantes.
E assim foi
crescendo, crescendo, até que se tornou o homem de confiança
da corte de antanho, por isso tinha muita liberdade e conseguia
unir as pontas entre um e outro Reino, entre um e outro súdito,
entre uma e outra classe social, entre o Palácio e o Mercado,
entre o Mercado e os Camponeses, entre os Camponeses e as Caravanas
do Deserto que eram os mais perfeitos e antigos Mercadores.
Eles sim levavam
e traziam boas novas. Ale sabia que no Palácio e na Cidade,
mesmo àquela época as coisas iam se estagnando,
o acúmulo de bens pessoais e de interesses entre os Reinos
terrenos, ia aos poucos sublimando a força Eterna de seu
povo e de seus mandatários. E assim percebia que se tornou
conselheiro porque tinha algo de humildade, algo de aprender diariamente
com a Vida.
Em uma de
suas viagens, Ale conheceu a Princesa de um outro Reino, filha
de um outro nobre e ela também se enamorou dele. Foi algo
como um raio a se abater entre os dois. E assim foram se encontrando,
sempre às escondidas, em uma volúpia de amor e paixão
que os devorava e ao mesmo tempo os alimentava a quererem se ver
livres de tudo aquilo que eles entendiam nada tinha a ver com
o VERDADEIRO AMOR, o qual vinha através do vento, das estrelas,
do Luar, da Natureza, dos aromas, dos sinais que o próprio
Sol lhes enviava e que os inspirava quando se banhavam nas imensas
Lagoas que descobriam em Oásis distantes do Palácio
Real.
Momentos sublimes,
quando se despojar de tudo o que os cobria mostrava o quanto realmente
Allah, Deus, os Querubins e Arcanjos estavam em uma outra dimensão
aprovando e explicando que o toque era desnecessário, que
um simples olhar dizia tudo e unia por dentro e por fora.
Claro que
a paixão os consumia, mas quando estavam deitados em meio
ao Oásis, debaixo das Tamareiras, com a Lua a lhes cobrir
de prata, após terem dados provas de que de fato a sua
química era perfeita, que os seios dela, a pele dela em
contato com a dele, eram a verdadeira união, era como se
fossem apenas um...
As carícias
que trocavam, aveludadas, e sentidas em cada uma de suas células,
o carinho que um tinha pelo outro, a maneira como fugiam em busca
de um novo encontro e até o fato de nem se preocuparem
com mais nada quando estavam distantes de tudo e de todos os elevava
a um plano sublime, etéreo e astral...
Como tudo
que é bom dura pouco, o nobre para o qual Ale trabalhava
descobriu o romance.
O grande problema
é que aquela princesa estava prometida para o filho de
outro nobre e, como os interesses dos dois Reinos correriam risco,
por mais que o nobre gostasse de Ale, dos seus conselhos e da
maneira como ele resolvia problemas aparentemente sem solução,
teve que bani-lo do Reino.
Ale então
se recolheu ao Deserto... Levou apenas Sereno, seu corcel negro
e fiel companheiro, um pequeno farnel em uma sacola feita de couro
de ovelha, vinho em uma pele de cabra (que atualmente se chama
borracho, em espanhol) e água em uma pele de coelho.
Com isso,
como eremita, permaneceu no deserto por um tempo indeterminado,
e ali foi aos poucos compreendendo a energia, a decomposição
dos corpos e o encontro com os seus próprios chakras, desde
o ponto mais elevado do Universo, através da força
cabalística, até ao seu chakra básico que
ficava entre Ambas as Colunas de esferas siderais, uma terceira
coluna se integrava com o Meio... Médium... E se integrava
também desde o ponto mais alto do Universo até a
Terra, gerando o FIO TERRA, condutor e alimentador dos pontos
positivos e negativos que acionavam os hemisférios cerebrais.
Então,
foi aprendendo que fazia parte do todo e o todo era o complemento
da parte...
Unindo ponto
a ponto de cada esfera compreendeu que, realmente, por um PONTO
PASSAM INFINITAS RETAS... e em cada ponto havia uma luminescência
diferente da outra, pois a Água quando recebia os Raios
de Sol no Deserto emitia uma série de Raios coloridos que
incidiam sobre os grãos de areia, sobre as pedras, sobre
os Oásis, sobre o próprio Sereno... Ale então
começou a observar as estrelas no Céu, o girar do
Planeta em relação a elas, a imensidão de
Astros e de Luzes que o Criador lhe colocou à disposição.
Os Reinos
Minerais, Vegetais, Animais e Astrais se uniram para que O HOMEM
VIESSE HABITAR A TERRA...
Um Anjo surgiu
ao lado dele e comentou:
"Tudo
o que a Água faz é seguir o seu caminho sem se preocupar
com nada, pois se parar energiza e gera vida, se continuar leva
cada partícula de pó para o seu devido lugar; se
decidir evaporar-se, eleva-se aos céus e depois retorna
para onde ela é mais necessária, e assim deveria
ser o SER HUMANO".
Amar: É Água passando por Pedra, sem a Pedra se
aperceber, que a Água de tanto passar, transforma a Pedra
em grão e o grão assustado, intrigado, pergunta
à Água:
"Oh Água,
por que ser assim?
A Água
nada responde e leva o grão para o Mar.
Amando: É
grão se juntando a grão até uma nova Pedra
se formar, para que venha a Água, mesmo salgada do Mar,
para tudo recomeçar..."
"Quando o SER Humano compreender que de fato é ¾
de água e apenas ¼ de sólidos, que nada mais
são do que os Elementos da Terra, irá então
se aperceber que pode ir e vir para onde bem entender, sem se
preocupar se tem ou não tem isto ou aquilo, se está
dentro ou fora disto ou daquilo, se está acima ou abaixo
disto ou daquilo, basta que os seres humanos compreendam isto
para que a paz volte aos seus corações, o qual tem
que pesar SEMPRE, menos do que uma pena!"
Ale viu o
Anjo ir se decompondo e se transformando em um lindo lago... onde
Sereno foi saciar a sua sede como se nada tivesse acontecido
Ele tinha
que guardar aqueles ensinamentos, mas não tinha como escrever...
Lembrou-se do Anjo se decompondo para servir a ele e a Sereno...
Uma composição de palavras ou uma decomposição
do que foi escrito?
Ex-Cristo...
A força e a Energia Crística, Universal... Ale foi
bebendo da água que o Anjo doou e se apercebeu que não
pesava, era uma água leve, aliviou o seu coração...
Adormeceu
e sonhou que era um escritor. Um escriba que iria escrever um
novo modo de se ver a vida, e de se ver a si próprio...
Humana idade... Esta era a idade que deveríamos atingir
no Planeta Terra.
Sereno permaneceu
ao lado do seu amigo como um Guardião, uma Estrela cadente
riscou o espaço e caiu no Lago que o Anjo deu de presente
aos seus dois velhos amigos de infância, que viveram em
Urânia, O Planeta Horto.
O importante é nunca termos pressa para nada... Adan...
O princípio da Raça Adâmica foi assim... Vai
voltar tudo ao seu lugar, afinal o Vento não pára
de trabalhar e levará cada partícula de pó
para onde lhe é reservado o lugar paradisíaco e
de Luz.

No sonho de
Ale as luzes eram: Violeta, Azul Escuro, Azul Claro, Verde, Amarelo,
Laranja e Vermelho... e estavam sobre a sua cabeça. Corpo
e Aura... Havia ainda a Luz Dourada que unia o Céu e a
Terra, e a Luz Prateada que ficava no Centro das duas paralelas,
das Duas Colunas. Estava tudo justo e perfeito entre ambas as
colunas...
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