O SER

 

Entre tantos mundos que nos rodeiam, seja aqui na Terra ou no Universo, como seria possível o chamado ser humano encontrar uma resposta mais clara ao que afinal é o seu próprio SER?


Fala-se em tantos dogmas, em tantas tradições, em tantos tabus, e durante séculos sempre houve quem perseguisse este ou aquele por esta ou aquela atitude.

Dias houveram em que a humanidade sofreu abalos terrenos tais que a deixaram fora do seu próprio eixo, fora da sua própria essência vital, fora do seu forte sentido vibratório e cósmico.

Mas, uma coisa é certa: por quais motivos as instituições em geral podem ter em seus Quartéis, Conventos, Mesquitas, Sinagogas, Palácios, Templos, Órgãos Públicos e todo o seu espaço de atuação, pessoas que são até remuneradas para ali se deixarem estar tranqüilas, sem nenhum envolvimento com os problemas gerais de uma população. Muito pelo contrário, algumas até só se expõem em um dia da semana que é considerado o Dia do Senhor; outras recebem as pessoas apenas com audiência marcada e olhe lá; outras ainda recebem um farto salário, oriundo do próprio POVO, para ali ficarem horas a fio, ensaboando o ganso, como se diz na gíria...

Assim, em nome do SENHOR, seja ele um Deus ou um Rei, Imperador, Governante, fica o POVO andando de um lado para outro, feito barata tonta, e essas Instituições, com o privilégio de terem até uma clausura, ou local adequado para suas Viagens Astrais, Sensoriais, Extra-Sensoriais e tudo o mais.

Assim, fica muito fácil se falar sobre O GRAAL, por exemplo, e ali ficarem séculos a inventarem uma forma deste mesmo Graal ser valorizado em prol sabe-se lá de que...

Ou então, o povo todos os dias tem que se ajoelhar e orar olhando para MECA, ou na direção de MECA.

E ai daquele que não cumprir esses preceitos.

 

Por qual motivo O POVO de DEUS, que nada mais é do que TODO O POVO DA TERRA, não tem o direito de parar a Roda-viva e ficar buscando a sua própria interiorização?

Por qual motivo há um Deus para este, outro Deus para aquele e, se calhar, como na cultura grega, deuses que até convivem com as pessoas em seu dia-a-dia, seja na caça, nos mares, nos céus, enfim, Deuses que aparecem às pessoas e que lhes ditam regras...

Mas, se a maioria das antigas escrituras diz que somos IMAGEM E SEMELHANÇA, onde está o disparate de termos que nos doar e não em recebermos as GRAÇAS DIVINAS?

Até quando esta lenga-lenga vai continuar?

Até quando, em nome de um AVATAR, o POVO DA TERRA vai ficar iludido e mais perdido que cego em tiroteio?

Até quando as nossas crianças serão induzidas a um batismo ou Sabath, ou circuncisão, ou raspar a cabeça, ou ficarem eunucos, ou ainda, perderem a PUREZA trazida dentro de si só para satisfazerem aos seus próprios pais, que foram também DOUTRINADOS durante séculos e séculos por essas mesmas instituições?

Sabemos que a separatividade apenas cria e gera preconceitos. Então, até quando isto???

Será que ninguém neste PLANETA parou para avaliar o mal que tudo isto causa?

Será que os mandatários deste PLANETA mandam tanto, mas tanto, que as pessoas nem sequer conseguem avaliar a sua própria força vital, intelectual, sensorial, extra-sensorial, emocional e eterna?

De que adianta orarmos por um Deus se não temos verdadeiramente Fé?

De que adianta mecanicamente lermos um livro dito sagrado e depois ficarmos com tudo aquilo a nos manietar dentro dos nossos hemisférios cerebrais durante mais de 5.000 anos, como o caso dos ensinamentos orientais, que, sem dúvidas serviram de base para outros tantos livros que foram surgindo na andança deste povo terreno?

Por qual motivo apenas algumas pessoas podem se dar ao luxo de dizer que se encontraram com Anjos, Deuses, Gnomos, Fadas, Entidades de Luz, e tudo o mais que se vê por aí, enquanto outras dão um duro danado para até serem professores, mestres, motoristas, limpadores de chaminé, lixeiros, padeiros, serventes de pedreiros e uma série de outras PROFISSÕES, que de PRO só têm o que os eternos mandatários lucram, porque até os serventes de pedreiros constroem imensos castelos, mas geralmente nem têm onde morar.

Que discrepância mais sem lógica está acontecendo desde sempre na Terra.

E aqueles então que precisam empunhar armas para matar ou morrer em nome da Pátria? E depois, na missa de corpo presente de um ou de milhares, vai lá estar um rabino, padre, pastor, ou outra dita autoridade celestial ou de Deus, para dizer que somos todos irmãos nesta Terra.

Então é esta a minha família???

 

Gritou Ale Mohamed em pleno Pico Ruivo, onde havia ido para ver o sol nascer...


Então são estes os irmãos que escolheram para mim???

 

 

O sol vinha nascendo por entre as nuvens, a uma altitude de mais ou menos 1800 metros. As nuvens foram dando espaço ao Astro Rei, uma Estrela de quinta grandeza, que para muitos era considerado o Deus Sol, Rá!!!

Este até que aquecia e fazia toda a natureza se desenvolver... E os outros???

Ficou ali sentado, enquanto a madrugada cedia lugar a um novo dia...


Alguns turistas começaram a chegar, em sua grande maioria com idade entre os 50 e 70 anos.

Era difícil os jovens visitarem aquela Ilha a turismo, mas, os jovens começaram a ficar na Ilha porque o Governo criou novas condições com escolas, universidades, postos de trabalho, novas tecnologias, enfim.

Todavia, Ale observava que a população do mundo em geral só começava realmente a aproveitar a vida quando a morte já estava próxima...

É, o sistema estava realmente muito bem bolado...

 

Um pastor passou por Ale. Ia apascentar suas ovelhas que ficavam em um vasto campo além do Pico Ruivo, para quem descesse em direção à Casa do Gelo, uma construção em forma de Iglú que durante o Inverno ia acumulando o gelo das neves e depois era transportado para o Funchal e outras localidades, para ajudar na conservação dos produtos que chegavam de barco ou navio.

Muitas ovelhas estavam por ali espalhadas e, quando viram o PASTOR chegar, foram se juntando próximo ao local onde ele havia parado com o seu cajado observando o dia nascer... a...cor...dando a vida...

 

 

Ale se lembrou da sua amiga, peregrina de San Thiago de Compostela, Mônica Pursini. Ela vivia em Santos, São Paulo, Brasil e conheceu Ale Mohamed em um vôo entre Lisboa e São Paulo.

O avião quase pendia para o lado em que ele estava sentado contando suas histórias de encantar. Mônica era comissária de bordo e toda vez que passava pelo corredor onde ele estava parava para conversar, e algumas pessoas que haviam estado em San Thiago gostaram de saber que ali estava o escritor e pesquisador que deu de si sem pensar em si mesmo durante toda a sua vida, buscando uma resposta cabível não apenas para ele, mas para os que eram chamados de seus Irmãos.

Mônica despediu-se dele e de Maria Gabriela ao chegarem a São Paulo, prometendo que um dia iria visitá-los lá na Ilha da Madeira.

O que veio a ocorrer vários meses após esse primeiro encontro.

Curiosamente, ao visitar o local onde Ale vivia, ela se apaixonou por toda a natureza circundante e foi caminhar, uma vez que era peregrina. Sem dúvida faria excelentes peregrinações pelo Epicentro de Atlântida...

Ao retornar de uma dessas caminhadas, disse ter encontrado com um PASTOR que lhe deu um cajado para que ela continuasse sua eterna caminhada.

Compostela significa Campo de Estrelas, pois o LOCAL onde Thiago foi enterrado recebeu várias vezes uma chuva de estrelas, que são chamadas Perseidas... E até hoje este fenômeno atrai peregrinos do mundo inteiro para visitarem a cidade onde viveu O PASTOR DE ESTRELAS...

Também houveram dias em que a vibração MUNDIAL foi tão elevada, tão bela, tão sublime que o POVO DA TERRA, chegou à conclusão que algo realmente existe além da nossa vã filosofia.

 

 

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