UM DEUS E MUITAS HISTÓRIAs

 

Quando esteve no Peru, a convite de Marcos Martinez, Cônsul do Peru no Acre, Ale Mohamed nunca poderia imaginar que iria ver ao vivo e a cores os grandes segredos que os INCAS guardaram durante séculos.
Segredos estes que, a pedido de Marco Martinez, Ale havia concordado em não divulgar, pois também sabia o quanto a ganância dos INVASORES continuava a dominar em pleno Século XX.

Visitar catacumbas no interior da Terra, conhecer mais a fundo a verdadeira história da TERRA OCA, por onde passaram várias civilizações fugindo dos chamados descobridores e vândalos terrenos, famintos de tudo o que havia sobre a face da Terra devido a suas próprias carências pessoais, sociais e planetárias.

Lembrou-se de quando esteve no Mato Grosso e visitou cavernas semelhantes àquelas, na Serra do Roncador, região entre O Pantanal e as serras que separam o Grande Mar dos Xaraés, do chamado Centro Oeste Brasileiro.

O Lago Titicaca, com seus segredos eternos, as pistas de Nazca, lá nos altiplanos do Peru.

Matchu Pitchu, de alguma forma construído como uma fortaleza para salvaguarda dos últimos Incas.

As inscrições nas rochas, entalhadas com tanta perfeição que realmente passavam a idéia de que o raio laiser já existia.

As urnas funerárias, lembrando os sarcófagos das múmias dos faraós no Egito.

E o mais interessante, a ENERGIA. Que maravilhosa energia era sentida ali, nas grandes altitudes do Peru e de todos os Andes.

Andes... Caminhas... Caminho... O AVATAR.

 

Pronto! Ale unia os pontos, e para quem é bom entendedor, meia palavra basta.

Caminhar para O ALTO, ir para Deus!

Esse Deus, cheio de histórias contadas a seu respeito, mas que em momento algum se podia definir como foi que tudo começou.

Mas, será possível?

Era nítido sim, que visitantes de outros orbes por ali passaram. Sem dúvida nenhuma isto era uma grande verdade, ou então a folha de coca dava tanta força àquele povo que eles conseguiram construir MARAVILHAS naquele tempo, muito antes de haver algo que contasse os dias e as noites.

Por qual motivo negavam os ditos evoluídos, e mesmo os cientistas, a possibilidade da vida em outros orbes?

Será que eles já sabiam da TERRA OCA e não queriam chamar a atenção dos Povos da Terra?
Será que os cientistas usavam os conhecimentos destes seres Intra-Terrenos e se diziam, eles, os donos da Verdade?

Mas, caramba, não haveria Cientistas com coragem de acabar com esta história de faz de conta?

Estava ali à sua frente tudo o que qualquer ser humano com um pouquinho de consciência poderia olhar com olhos de ver e concluir que ALGO ACONTECEU no passado e que no presente não mais se conseguia desvendar.

Vendar, tapar a visão, CEGAR.

O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER.

Ora, se o próprio Jesus teve a coragem de usar estas palavras para mostrar o quanto seus conterrâneos estavam ficando realmente cegos pelo sistema implantado pelos conquistadores romanos e os próprios fariseus, por qual motivo, no Século XX, não aparecia alguém a desmistificar tudo isto e mostrar que a FORÇA DE DEUS já havia ultrapassado há séculos os caminhos humanos criados apenas para APRISIONAR CIVILIZAÇÕES INTEIRAS?

Será que teria que haver um novo MOISÉS?

Será que deveria acontecer na Terra toda um novo dilúvio e assim as populações não mais ficariam nas mãos dos que dominavam os povos do mundo?

 

Ale ficou muito, mas muito triste, ao observar que tudo aquilo que via na Amazônia, Peru, Mato Grosso, México, mesmo nos EEUU, enfim, no mundo, estava escrito e comentado de forma a criar uma ILUSÃO no povo da Terra.

Lembrou-se de várias civilizações que conhecera, ainda em estado muito primitivo mas com uma sabedoria que fazia inveja a qualquer operador da bolsa de valores de São Paulo ou de Londres.

Lembrou-se de quantas e quantas pessoas ele conhecera que nem mesmo roupas usavam, pois não tinham vergonha de nada, muito pelo contrário, se protegiam com as cores da natureza contra insetos e outros animais, as mesmas cores usadas pelos indianos para abrirem seus chacras e assim os vórtices de luz poderem emanar toda energia que o SER ETERNO TRAZ CONSIGO, o mesmo ser eterno que chamamos de HOMEM, MULHER, CRIANÇA.

Se a própria árvore era capaz, como o Carvalho, de receber um raio e permanecer intacta, transferindo a energia para a Terra, que desta energia precisava, por qual motivo os humanos iam cada dia mais perdendo toda a sua força e poder???

Afastaram-se de um ou de mais Deuses, que existem dentro deles mesmos!

O que está em cima, está em baixo.

Ale anteviu os losangos da Cabala, em uníssono, desde o ponto mais alto do Peru até o infinito dos Céus.

 

Acabá-la... esta história, alguém tinha de acabá-la.

Não era possível o mundo ficar mais perdido do que cego em tiroteio, dando graças e louvores a quem cada dia que passava mais e mais abusava do ser humano e de todo O PLANETA.

 

Rá!!!!!!!!!!!

Gritou Ale Mohamed, e imediatamente o guia peruano gritou: Má!!!

Rá, era como se traduzia a expressão para designar Deus Sol, e Má, era a tradução para a Deusa Lua... Pai e Mãe do Planeta Terra, comentava o guia peruano enquanto seguiam pelos altiplanos que serpenteavam a imensa montanha, onde lhamas seguiam por aquele labirinto de estradas feitas a mão, incrustadas nas rochas, gerando degraus desde o sopé até o mais alto ponto das serras andinas.
O frio era intenso, mas saudável. Estavam a mais de 2.500 metros de altitude e respirar era bastante difícil, por isso sempre que podiam paravam para recuperar o fôlego. Os guias, silenciosos aguardavam que Ale se recuperasse oxigenando os pulmões, cérebro, células, ATOMOS.
Havia momentos em que ele achava que não conseguiria prosseguir na caminhada, sentia cãibras imensas, dores por toda a barriga da perna, coxas, pés, mas deitava-se em contato com o musgo que brotava entre o CAMINHO e relaxava, sentindo-se volatilizar, flutuar, levitar...

O silêncio era extremo. Chegava a ouvir seu coração batendo em sintonia com o NADA.

O respeito dos guias por aqueles momentos era extremamente simbólico. Representava o quanto eles sabiam que a NATUREZA ERA SILENCIOSA, introspectiva, eterna...

Após se recuperar, Ale levantava-se lentamente e prosseguiam na caminhada.

Marco Martinez olhava para o amigo brasileiro, com descendência dos povos dos Desertos, e apenas sorria, com seu olhar amendoado, negro como o ônix e sincero como a chuva.

Chegaram a locais onde realmente poucos conseguem chegar e só o fizeram porque havia um acordo em manter em segredo o que viam.

 

 

Muitos anos se passaram, e ali, entre as levadas, os poios, semelhantes aos altiplanos do Peru, o imenso Oceano que cercava toda a Ilha da Madeira, Ale Mohamed sentiu que haviam muitos Deuses no passado e muitas histórias, cada povo contando a história a sua maneira e passando a informação de acordo com as LEIS que cada pseudo poderoso instituía e assim, desde as antigas monarquias, até ao século XXI, o povo da terra estava perdido, mais perdido que cego em tiroteio e, por mais que quisessem se encontrar com a VERDADE ETERNA, muitas gerações ainda viriam até que se conseguisse clarificar tudo isto.

Quem seria beneficiado?

Deus ou os Homens, os Homens ou a Natureza, a Natureza ou O Planeta, O Planeta ou o Sistema Solar, o Sistema Solar ou a Galáxia, a Galáxia ou o Universo?

Era muito complicado e ao mesmo tempo muito simples definir tudo isso.

Ecologia, pessoal, social, planetária, cósmica ou universal.

Eco Lógico que iria ser ouvido por muitos em uma certa altura da existência no Planeta Terra.

Haviam os meios para a divulgação e para a Emissão ou Recepção em todo o Planeta Terra.

O que faltava?

Será que teriam mesmo que aparecer várias NAVES, IRMÃOS INTRA E EXTRA-TERRESTRES, para comprovarmos que não estamos sós???

Será que teriam que canonizar novos Santos, que seriam ainda martirizados em prol de um ou outro poder constituído na Terra???

Seria possível que as Mães dos Humanos não iriam conseguir travar os Pais famigerados e doentios???

Seria necessário que outras crianças fossem exterminadas pelos HERODES DO SÉCULO XXI???

Rá!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Gritou Ale Mohamed, e chorou, chorou muito...

 

Após recuperar-se levantou e foi até o salão onde a lareira crepitava, apanhou uma peça que trazia consigo durante muitos anos e que representava O SOL, e outra que representava A LUA. Colocou-as, distantes uma da outra, no imenso jardim que circundava a sua casa no Santo da Serra.
Lembrou-se do trabalho que fizera no Templo do Sol e no Templo da Lua, em Cintra, quando, ao filmarem viram o Sol sobre Templo do Sol e a Lua sobre o Templo da Lua.

Iniciou uma concentração, como lhe ensinaram os MESTRES ETERNOS PERUANOS, descendentes de várias civilizações perseguidas que se transformaram nos INCAS. Foi tirando toda a roupa, sem se preocupar com o frio; vestiu-se de Luz Natural... Solar... e começou a dançar...

Uma dança muito, mas muito antiga, que lembrava algo dentro dele. O frio foi desaparecendo, imagens começaram a se formar ao seu redor; cada uma delas representava um ponto eterno que estava dentro dele mesmo, que os seus átomos iam lhe trazendo para dançarem com ele. Dançou, dançou, dançou.

Com ele dançavam seus cães, gatos, cavalos, amigos visíveis e invisíveis... O SOL foi cada vez mais aquecendo seu corpo nu, completamente nu, até que, extenuado, deitou-se silenciosamente, e todos seus amigos visíveis e invisíveis também se deitaram silenciosamente...

No céu surgiu a Lua, eram 5 horas da tarde, e o Sol ficou sobre o símbolo do Sol, a Lua ficou sobre o símbolo da Lua...

 

Ale, aparentemente adormecido, estava deitado na relva, no Sítio da Relva...
A somadinha... Santo da Serra... À sua volta, apenas seus amigos visíveis e invisíveis, intra e extra-terrenos, todos ali...

Seu coração indicava que o silêncio havia tomado conta de todo O Arquipélago, de todo O Planeta, de Toda a Galáxia, de Todo o Universo....

Alpha,
Beta...
Omega.........
A...dor...me...SER!!!!

MÁ... DEI... RÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O que está dentro, está fora!

 

 

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