PONTE PARA A LIBERDADE

 

Ale Mohamed acordou naquele dia 22 de Março do ano 2005 da Era Cristã, que na realidade era o dia 22 de Março de 2012 da mesma era, se considerassem os 7 anos que ficaram esquecidos em algum lugar dos vários calendários que as calendas não calendarizaram.

Mas, como o Aqui e Agora é o que importava, ele sabia que o Equinócio da Primavera, no hemisfério norte, trazia no éter lembranças eternas e uniões cósmicas que tinham mesmo que ser colmatadas com algo superior ao que chamamos matéria, e ao mesmo tempo intrínseco à evolução de tudo em que a própria matéria houvesse se superado na intersecção eterna dos vários corpos que formam o ser humano, a natureza, o planeta Terra, o Sol, a Lua, todos os planetas do sistema solar, a galáxia e o universo, isto sem contar com a idéia de outros universos, que não são nem sequer imaginados pelos chamados humanos.

 

Curiosamente, naquele mesmo dia recebeu duas interessantíssimas mensagens, uma que falava da Universidade Indígena, algo que na opinião dele teria mesmo que acontecer um dia, porque ninguém melhor que nossos ancestrais para clarificar o que o sistema foi aos poucos ofuscando e afastando dos FILHOS DO SOL.

É verdade! Os FILHOS DO SOL, algo muito sério para ser comentado em uma ou duas folhas de papel, mas, Ale Mohamed, que já sabia ser descendente de antigas Tribos, não iria ficar matutando sobre o óbvio, ainda mais no primeiro dia de Primavera. Iria sim, andar pelas montanhas e respirar a maravilhosa essência Divina que a Natureza lhe privilegiava.

É claro que iria responder à Universidade Indígena com todo seu coração e toda sua alma, pois suas células e todos os seus Átomos perceberam bem o motivo daquela mensagem chegar justamente naquele momento e naquele dia.

Iria agradecer à sua amiga Lúcia Beatriz e a todos da Universidade Indígena.

 

Curioso que no texto eles falavam de tambores, que iriam ressoar naquele dia pelo mundo inteiro, e lembrou-se de como as Tribos se comunicavam antigamente entre os vários Continentes que formavam o Planeta Terra.

Lembrou-se do livro que falava dos Povos Esquecidos, e também da Esfinge e o Dragão, algo que lera e dizia:

"Quando a Esfinge estiver olhando para o Dragão, ali haverá o Paraíso!"

E a Esfinge e o Dragão estavam representados em forma de duas montanhas ali pertinho, na Ilha do Porto Santo.
Vários anos se passaram e Ale Mohamed sabia que um dia provaria àqueles que o chamavam de visionário, e até de louco, que realmente muito mais havia naquelas Ilhas do que poderia imaginar a vã filosofia dos que apenas sabiam chamar de PROFETAS aos habitantes da Ilha do Porto Santo, sem nem sequer se lembrarem que por ali viveu um grande Profeta, o homem que profetizou a existência de novos mundos.
Do outro lado de lá, o horizonte, que em muitas ocasiões os europeus ainda consideravam um abismo, ou seja, quem passasse da linha do horizonte cairia no vazio.

No entanto, o mesmo homem que vislumbrou tudo isso e que ali foi viver, casando-se com Filipa Perestrelo, se chamava Cristóvão Colombo, o mesmo Cristóvão Colombo que uma certa Fraternidade Branca considerava a reencarnação de Saint Germain.

Ora, unindo os pauzinhos, Ale Mohamed tinha uma das respostas mais Sagradas da História: a de que o Império Espanhol nessa altura usou para descobrir novos mundos, dizimando civilizações inteiras que, por acaso ou não, tocavam tambores e viviam da NATUREZA.

Colocar a culpa em Colombo ou em quem fosse não era cabível, pois Ale Mohamed sabia que o Ontem já havia passado e o Amanhã era ilusão, mas no Aqui e Agora tudo se unia para que ele conseguisse desvendar algum mistério que o sistema nunca desvendaria.

Sabia ele o quanto corria o risco de ser mais uma vez perseguido pelo que alquímica, sensorial, humana e eternamente conseguia unir na Terra, sem se dar conta que estava realmente mexendo em um barril de pólvora.

Mas se alguém não fizesse o que tinha que ser feito, o mundo continuaria girando, mudando até o seu ponto de equilíbrio com a mudança do seu eixo, e o povão da Terra continuaria alienado, sem se dar conta de que, se todos se unissem tocando tambor ou em meditação, muita coisa poderia ser evitada e se privilegiaria ao vivo e a cores os melhores momentos do PLANETA TERRA, com todos seus reinos e seus filhos queridos melhor conscientizados do quanto nos doarmos aos nossos irmãos TERRENOS seria a melhor caminhada para tantas outras jornadas cósmicas.

DO... AR... doação, que doa a ação mas que a façamos!!!

Doa a quem doer, a LUZ tinha que vir de qualquer forma à tona e a todos, nada poderia ser mais ridículo do que um povo ser ILUMINADO e o outro APAGADO. Tinha cabimento isto???

 

Estava então meditando sobre tudo aquilo quando o moço do Correio chegou pelo caminho de terra que unia a casa no meio do bosque e o mundo dos mundos, ou o exterior do Sítio, onde vivia Ale Mohamed.

Os cães ladraram, principalmente Coringa, que a um quilômetro ou mais de distância já sentia a aproximação de alguém.

Ale foi seguindo pela estradinha que dava acesso da casa ao grande portal do sítio e ficou esperando chegar o moço do correio que sorridente lhe cumprimentou entregando-lhe outra correspondência.

Ale o convidou para tomar um chá, mas o moço disse que tinha muita correspondência a entregar e queria aproveitar o maravilhoso dia que estava fazendo, para não deixar nada para amanhã.

"Nunca deixes para amanhã, o que podes fazer hoje!"

Ale agradeceu, empurrou o portão, virou-se em direção à casa e foi abrindo o envelope pardo almofadado que acabara de receber. Lá dentro algo havia de muito importante, sentia isto, até que abriu todo envelope e ali estava a resposta ao que previra antes de o carteiro chegar. A Cruz de Malta, sintonizada na freqüência vibratória de Saint Germain.

A Cruz de Malta é o modelo eletrônico (forma-pensamento) do Mestre Ascensionado Saint Germain.

 

Ale comprometeu-se a copiar tudo e transcrever para o livro a que se dedicava, após uma longa leitura e reflexão em seu sótão.

 

Afinal quantos Avatares surgiriam neste novo milênio?

Esta pergunta ficou martelando em sua cabeça.

A Cruz de Malta sempre lhe chamara a atenção, tanto é que havia feito uma pesquisa no Concelho de Santa Cruz que terminara por incidir justamente na Cruz de Malta que havia nas Caravelas e que protegia os Navegantes.

A Távola Redonda, o Rei Artur, Avalon.

Mas, o que havia ali sobre a sua antiga escrivaninha era algo muito superior à materialização da CRUZ, ou fosse do que fosse, e era isto que ele tinha que aprender para passar muito rapidamente aos seus concidadãos do Planeta Terra.

 

Os SINAIS... sim, os SINAIS... que lembravam o plural de MONTE SINAI...

Onde diz a História: algo ocorreu de muito, mas muito sério no passado, relacionando a atual civilização com a mais antiga das civilizações, ou pelo menos dos mundos que se conheciam à época.

OS SINAIS eram: A Universidade Indígena, INDIO... EM DEUS... IN...DIO...

Os meios de comunicação antigos: tambores... ressoando no equinócio da Primavera.

A Esfinge e o Dragão, a comemorarem o encontro do PARAÍSO.

Cristóvão Colombo vivendo na ILHA DOS PROFETAS... PORTO SANTO...

E O Profeta, Saint Germain, citado pelo mundo, inclusive pela cantora Simone e outros adeptos da Fraternidade Branca, viveu ali pertinho de onde se encontrava Ale Mohamed.

E, só para completar: 22... PORTAL 11:11... Março = 3 = Trindade... 2005 = 7... ufaaaaaaaaaaaaa!

 

O Homem do Deserto, descendente de várias civilizações esquecidas, encarnado na forma de um ser humano de origem Brasileira, Luso-descendente, Afro-descendente, com mistura de Árabes, Judeus, Espanhóis, Indígenas... bem, um típico Brasileiro, ILHADO em um Arquipélago de nome, agora prestem muita atenção:

MA = Lua ; Dei = Deus ou Doar ; Rá = Sol.

MADEIRA.

A ÁRVORE DA VIDA... DAVI...DÁ!

Mais uma vez nosso escritor e pesquisador começara a brincar com as palavras e, claro, iria dar grandes versões para aquelas coincidências do dia 22 de Março de 2005 ou 2012, da Era Cristã.

Decidiu registrar e comprometeu-se a divulgar no livro que estava escrevendo e que se chamava O AVATAR.

 

Era primavera, iria passear pelos campos, ver a Natureza e cumprimentar os muitos Deuses que estavam inseridos neste contexto imenso chamado Universo.

 

Em Arcturo o seu amigo e Mestre, Jorge Martins, sorria.

Desde sempre ele sabia que para Ale Mohamed um pingo era letra.

Ah!!! Se Ale conseguisse passar aos humanos o que realmente simbolizavam aqueles SINAIS, como todos ficariam mais felizes, contentes e saudáveis.

 

 

O Sol brilhava mais forte quando ele montou Sereno e foi em direção à estrada de terra que dava acesso ao Sítio onde vivia e, ao que parece, viveria para sempre. Não sentia necessidade nenhuma de sair dali.

Tudo vinha ao seu encontro... Esta era a MENSAGEM, pois até a Água do Mar se volatiliza e volta a descer pelas nuvens, para novamente chegar ao Mar, o mesmo Mar que fez Cristóvão Colombo... a pomba de Cristo, VER NOVOS MUNDOS.

 

Uma Luz violeta se atravessou entre Sereno e a Floresta que separava o Sítio da Relva e o Mundo.

O aroma a pinho que vinha do bosque inebriava os três amigos, Coringa, Sereno e Ale Mohamed.

Ser feliz exigia tão pouco, mas tão pouco... quase NADA...

 

Os tambores rufavam desde o Rio Grande do Sul até ao fim do Mundo.

No Vale do Kiriri, Dórico Paese fumava seu cigarro de palha feito com fumo de corda e sentia a presença dos Grandes Guias Eternos.

 

Ale ouvia pelo Éter uma canção indígena sendo entoada... Era a União dos Povos da Terra a homenagearem os Deuses de sempre, em prol de um mundo melhor e mais amigo.

Um homem se deu, no plural, Deus.

Rá!!!!!!!!!!!!!!!!

 

 

Voltar para O Avatar
www.ermitaodapicinguaba.com
© 2004