O escritor foi convidado para conhecer o VALE DO KIRIRI, e, por várias vezes lá foi, deslocando-se da Ilha da Madeira, Portugal, até SANTA CATARINA, onde o esperavam e sempre irão esperar os amigos do SEMPRE, aqueles que sabem muito bem quem ELE É, e o que veio fazer no plano terra.

Na primeira vez, haviam umas 25 pessoas esperando por ele, lá em Itapema, no Hotel Village Praia, onde a proprietária, Walkyria Garcia, havia reunido todos os que se comunicavam com ele e que queriam conhecê-lo pessoalmente, assim como os que ele também estava querendo conhecer, bigode a bigode ou batom a bigode, como se fala em linguagem de rádio amador.

Foi um encontro maravilhoso; luzes, cânticos, até missa do Padre Cebola aconteceu por lá; a dança do ventre, muito bem interpretada e ensinada por Amyra El Khalil, a Psicoterapia do Encantamento, com Paulo Urban e Patrícia Luchessi, as gargalhadas da Lúcia Beatriz, gaúcha de bomba na mão, os quitutes da Isabel, a forma silenciosa de sentir tudo de Damáris, o reencontro entre Gabriela e Luiza, John e Fendel, os mais ouvintes que falantes, Tatti, a simpática anfitriã e relações públicas IN NATURA de Itapema, David, o homem da Lei, Markito, César, os filhos e verdadeiros herdeiros da Vida, Paulo o gaúcho compenetrado, enfim… um mundo de gente de toda parte do mundo, e assim, tudo foi acontecendo como manda o figurino, ou o Astral.

O primeiro encontro com o Kiriri foi muito forte para o escritor, afinal, o VALE DO KIRIRI já é citado por cientistas no mundo inteiro, inclusive Brian Weiss, e ele, um humilde escritor brasileiro, radicado em uma Ilha, distante da sua Pátria, por mais que tivesse os contatos que tinha a nível mundial como correspondente, nunca iria ter a projeção de um Ayune, Brian Weiss, WFT, entre outros, que sabiam o quanto o Kiriri era realmente um solo Sagrado e que, sem dúvidas, deveria e deverá ser preservado.

Assim, foi filmando tudo o que pôde, a alegria dos jovens à volta do sábio Dórico Paese, que mostrava tudo com muito carinho e atenção ao que diziam, porque as pessoas depois de uma certa idade aprendem a ouvir e falam só quando realmente precisam falar... Ele, Paese, ouvia a natureza que é Mestra e Mãe... algo que a Igreja até copiou em Mater et Magistra, mas apenas copiou porque atuar mesmo como a Natureza, isto sim é muito próprio dela mesma e quiçá um dia os humanos compreendam isto... quiçá!

Foi um encontro muito agradável, salutar, fraternal, paternal e NATURAL.

 

 

Depois desse encontro houve outros, mas houve um, em que o escritor decidiu ir sozinho, como, aliás, sempre gostou de andar na vida. Acordou às 4h da manhã, saiu de Itapema, e lá se foi para o Vale do Kiriri. O sol ainda não tinha sido despertado, pois os pássaros não haviam amanhecido o dia, a estrada estava repleta de caminhões que aproveitavam o frescor da noite para seguirem seus itinerários naquele país continental. Uns até vinham de outros países, como Argentina, Paraguai, Chile... e subiam em direção ao maior centro da América do Sul, São Paulo.
A madrugada é um grande lenitivo e, quando menos esperava, apesar de uma densa chuva que resolveu se abater sobre Santa Catarina, o sol veio surgindo justamente quando ele se encontrava próximo ao Kiriri, duas imensas montanhas que se uniam formando o grande Vale. Lá ao fundo, Garuva, a cidade que havia tido Dórico Paese como o primeiro Prefeito, e além de Garuva, a praia e o imenso oceano a separar os mundos dos mundos.

Na igreja de Garuva uma multidão aguardava a hora para ser atendida pelo padre milagreiro... O escritor sorria, pois MILAGRE, quem faz é a Fé. Mas, se o padre achava bem ter todos aos seus pés, é porque descobriu uma forma de colocar a fé aos seus pés, ou seja inverteu tudo... Ah se Jesus visse aquilo...
Mas, cada roca seu fuso, cada povo seu uso...

O escritor seguiu então seu caminho, indo por entre as casinhas de madeira que se constrói em Santa Catarina, ruas de terra batida, os pássaros que amanheceram o dia a dizer Bem-Te-Vi..., até que chegou ao PORTAL DO KIRIRI, onde numa cancela uma placa dizia:

KIRIRI - SENDA DE BRIAN WEISS E AYUNA

tudo em letras bem grandes...

Silêncio. Kiriri simboliza silêncio na linguagem da tribo Kiriri, que teve que se mandar dali quando das invasões dos chamados povos civilizados. Dizem que eles deram origem aos Incas, mas, isto é uma outra história que fica para uma outra vez.

Educadamente, o escritor aguardou que alguém acordasse para abrir a cancela, feita em MADEIRA DE LEI, ali mesmo do Kiriri. O silêncio era uma bênção... o cântico da água, a fazer girar uma bobina que produzia a energia levada à casa da fazenda, onde havia uma administração improvisada do Vale.
Estava quase cochilando quando sentiu alguém a lhe tocar no ombro, pelo vidro aberto do carro. Era Marcio, o guia, que acabara de chegar e já o conhecia de outras andanças.
– Madrugou homem de Deus!
– Pois é, o dia começa cedo, já dizia meu avô...
– Vamo chegá....
Márcio abriu a cancela, o carro avançou silenciosamente, para não despertar os que ali moravam.
O escritor desceu do veículo e cumprimentou Márcio, que já vinha com uma banana na mão a título de oferecer o café da manhã... Abraçaram-se, olharam-se nos olhos, e já combinaram que a subida seria naquele dia... a tal subida que dizem, nem todos conseguem cumprir até ao ponto mais alto do Kiriri.

Dórico Paese explicou tudo, após ter acordado e preparado um cafezinho a moda da roça, com fumo de corda e tudo o mais. E realmente sentiu que ali havia uma osmose natural entre ele, o escritor e tudo o mais... e foi esta osmose que fez com que o escritor investisse o seu tempo em escrever O AVATAR, pois só mesmo UM PAI, como Dórico Paese, para mostrar ao mundo que os POVOS DE OUTROS MUNDOS são também nossos irmãos, sejam estes povos de outros planetas, orbes, galáxias, ou deste mundo mesmo.

E, quem quisesse SUBIR, poderia subir sim, mas, por favor, tragam de volta o que levaram para cima... não deixem pelo caminho, NADA, até seria melhor não levarem nada mesmo, porque no CAMINHO, AVATAR, nunca falta nada, e o risco é bem menor, porque às vezes a gente quer levar tanta coisa e não consegue atingir o ponto MÁXIMO DA SUBIDA... e quem não sobe não vai a parte alguma, já dizia Jorge Martins, o mestre do escritor em sua juventude.

Que conversa boa foi aquela à beira do fogão, com a mesa posta a moda da roça, com muito carinho, amor e luz. Bolinhos feitos na hora, e uma prosa que para a gente contar iria ficar aqui a vida toda e nem contava a primeira fase da história, quanto mais o resto. Então cada qual que imagine a sua maneira o quanto houve de prosa, antes, durante e depois da subida, que, aliás, em silêncio era uma delícia… porque a Natureza fala com a gente e, como fala!!!

Voltar lá de cima, era justamente o que o escritor não queria mais... E assim, deixou bem lá no alto o outro lado do seu coração; um lado ficou na Picinguaba, e o outro, bem lá em cima...
Os guias compreenderam bem aquela SUBIDA, e a forma dolorosa mas saudável como ela aconteceu para aquele homem que já tinha seus 60 anos, mas que tinha que mostrar a ELE MESMO que, no Kiriri, SUBIR é chegar aos céus... algo que todos buscam mas dificilmente encontram.

A volta, ahhhhhhhhhhhh a volta... Nem imaginam como foi muito mais difícil que a subida, em primeiro lugar porque realmente O GUARDIÃO DO KIRIRI estava era lá no Céu, onde todo o Planeta se encontra... e se chamava Dórico Paese, apesar de que muitos visionários queriam se achar eles próprios os Guardiães. Mas o ser humano é assim mesmo...

As lágrimas desciam junto com o suor, e interpretá-las era muito difícil.
Até que chegaram próximo à casa de apoio, e lá estava sentado Dórico Paese, com sua figura ET...ERNA... singela e pura, fumando seu cigarrinho de palha, com seu chapéu de palha, o Jeep vermelho que há 40 anos o acompanhava, o cão silencioso e matreiro; e aquele olhar de Paese, que trespassava rochas, silencioso, aguardava o amigo QUE SUBIRA, e que havia dito que era imenso o prazer de ambos se reencontrarem... Claro que era e É.
Afinal, quantas vezes na vida a gente reencontra nossos irmãos de outros Planetas, outros Orbes, ou mesmo de outros Países???

Silenciosamente desceram até a Sede improvisada, ali o escritor banhou-se, tirou a roupa toda molhada de suor. Metade dele ficou lá em cima, com coração e tudo o mais, a outra metade desceu...
Ascendendente, descendentes...

A despedida é sempre algo muito mais triste do que a chegada e assim nunca se despediram, apenas disseram até sempre!!!
As lágrimas escorriam enquanto ele voltava para Itapema, todo doído, mas feliz... pois havia encontrado PAE...SE... do...rico... ou do rico pae...sê!!!

Ah, como é bom ser escritor; ele dizia entre as lágrimas que quase o impediam de dirigir, mas, com elas ou sem elas ele sabia que sempre iria se encontrar com o Guardião do Kiriri, lá em Cima... pois, quem não sobe não vai a parte alguma, dizia Jorge Martins, no banco de trás do carro... em forma espiritual, pois também ele já havia SUBIDO.

 

 

Dórico Paese ascendeu a outros planos pouco depois desse encontro.

 

As lágrimas continuam a cair e na rede, lá ao fundo do sótão, uma voz comenta: "Mas será possível que você não consegue deixar este coração parado, e tem a coragem de dizer que deixou metade na Picinguaba, e outra metade no Kiriri???"
O cheiro a fumo de corda invade o sótão... Dórico Paese ficou duas madrugadas a conversar com o escritor, sem que ele se apercebesse. Uma longa conversa, com gente de Joinville, pertinho de Garuva, antes de parte ir... e parte ficar... eternizando a amizade entre JOVENS, que através da eternidade cumprem sempre a missão que têm a cumprir, nem que seja contra tudo e contra todos, pois afinal, nem todo mundo gosta de subir a pé, e buscar a fé, que norteia os PEREGRINOS ETERNOS.

A visita agora é no sótão e não mais no Kiriri, onde, se Deus quiser, um dia o escritor voltará para cumprir outra etapa da sua peregrinação. A etapa mais importante de toda a sua vida, que é mostrar a todo O POVO DO MUNDO que é muito bom a gente receber de forma prazerosa, singela, silenciosa e amiga aos nossos irmãos de outros Planetas, outros Orbes e outros Mundos... Até porque sempre fomos bem recebidos em todos os lugares do universo, e sempre seremos bem recebidos, principalmente quando chegamos sem NADA, apenas com o Amor, a Luz e a Paz.

O escritor levantou-se, guardou toda a papelada que havia em cima da escrivaninha antiga, arrumou tudo direitinho e comentou com os seus AMIGOS espalhados pelo sótão:

Guido Camargo Penteado Sobrinho - Jorge Martins - Dórico Paese, estava feita a triangulação... tudo justo e perfeito, entre ambas as colunas!

 

 

Hoje, dia 08.06.2005, às 14:33hs no sótão do escritor, encerra-se mais um livro, e, como sempre, este livro diz: EU LIVRO...!!!!


“Bem, agora só resta achar um editor!”

Estava concluído O AVATAR. ...900 páginas, noves fora NADA!

 

 

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