| Há
muitos e muitos anos, no mais antigo do antigo, uma comunidade se
reuniu e decidiu que alguns de seus elementos iriam percorrer terras
longínquas, para então, quando voltassem expusessem
aos que ficaram o que poderia lhes faltar em um futuro próximo
ou distante.
Os escolhidos
partiram e singraram mares nunca dantes navegados, enfrentando
tormentas e recrudescendo a sua força de vida interior,
na simbiose entre as agruras dos Oceanos Terrenos e Siderais.
Após
chegarem a terra firme, decidiram, em primeiro lugar, perceber
o que os envolvia naquele novo útero terreno e só
depois, após terem absorvido toda a química e física
que lhes era necessário absorver, resolveram começar
uma caminhada por entre as veredas que eles mesmos abriam diante
da mata imensa que não mata.
Assim,
percorreram montes, colinas e cordilheiras, desceram vales e se
redescobriram em cada uma das pedras do caminho.
Vivenciaram
as vidas dos vários Reinos e compreenderam que nada eram
nem seriam sem aquelas plagas de antanho, que, se calhar, os levou
para outras plagas, de uma forma invisível ou invencível.
A tudo
que absorviam, procuravam anotar com seus mecanismos de memorização,
usando a visão, o tato, o paladar, o olfato e, claro, o
espírito.
Nos momentos
em que a Luz se esvaecia tinham que ser uns pelos outros na escuridão
do CAMINHO (AVATAR) e, assim, uniram-se cada dia mais e mais,
compreendendo que a solidariedade era algo que deveria ser muito
bem apontado em seus registros eletro-magnéticos. A liberdade
em cada um poder respirar e atingir o seu ponto de equilíbrio
físico também era muito importante para que todos
seguissem avante na longa pesquisa que iriam fazer em prol do
todo de sua comunidade, e o sentimento de fraternidade superou
todas as quizilas e dissabores que por ventura houvera antes,
quando estavam no bem bom do Reino daquela Comunidade. Afinal
agora enfrentavam Reinos desconhecidos, onde o SER humano ainda
nem tinha chegado e somente os verdadeiros Reis da Natureza ali
prevaleciam, como duendes, fadas, gnomos, os minerais, vegetais
e animais, em forma elementares que provavam a que vinham e porque
vinham.
Ora, nem
é preciso explicar muito para dizer que, ao retornarem
ao outro lado dos Oceanos Terrenos e Siderais, os DESBRAVADORES
levavam consigo UMA NOVA ALMA, um NOVO ALENTO, uma NOVA MANEIRA
em ver o Mundo que os rodeava e os que nele habitavam.
Dentro
deles as células haviam se transmutado e seus corpos se
volatilizaram conseguindo SENTIR PORTAIS INVISÍVEIS E INVENCÍVEIS,
por onde só passam os que deixam de serem apenas Ego para
se entregarem a um SER SUPERIOR E MUITO PRÓXIMO, que é,
nada mais nada menos, do que o nosso Pai Interno, o qual nos direciona
e nos alimenta, nos estimula a continuar, mesmo diante das maiores
agruras.
Assim,
ao se reunirem todos da Comunidade, o que mais embeveceu aos que
esperavam TESOUROS E RIQUEZAS MATERIAIS foi perceber que os desbravadores
estavam de mãos vazias, com o corpo aparentemente todo
machucado e doído, mas com algo que nunca mais eles esqueceriam.
Estavam
o que ERAM, na origem do SER.
E só
isto já era o seu maior Tesouro, pois só assim poderiam
viajar por todo o sempre, sem nenhuma preocupação
maior do que terem a Água da Vida e o Calor Humano do verdadeiro
Amor e Fé.
Os que
ainda não tinham subido os vales e montanhas, nem cruzado
rios e oceanos, ficaram ouvindo seus relatos, embevecidos pela
força de vontade e pelo altruísmo que cada um deles
trouxe e levou consigo, deixando muito claramente impresso na
Alma da Comunidade que o maior TESOURO DO MUNDO se chama LIBERDADE,
IGUALDADE E FRATERNIDADE, unidas à NATUREZA , ao Amor e
à Luz do Cristo Cósmico.
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