A MANEIRA DO UNIVERSO

 

 

Eram 11:22 horas, e Ale Mohamed ao olhar para o painel do Black Horse, seu Jeep que rodara vários locais do mundo com ele, ficou pensando como eram engraçados estes momentos em que um número digital se mostre, seja em duplicado ou, no caso, em multiplicado...

Lembrou-se do Livro que o editor havia lhe entregue em São Paulo, Portal 11:11 e lembrou-se que a autora do livro citava locais onde eram determinantes as conexões com o Universo, conexões estas que, na opinião do Peregrino dos Espaços, eram tão naturais que não havia necessidade de se determinar nada numerológica ou geográficamente e nem mesmo espiritualmente. Afinal, o Universo, assim como o Vento, que é seu filho, sabe muito bem para onde vai...

Sendo nós filhos do Universo, por qual motivo ficaríamos aliados dos momentos que estavam para nós preparados???

Será que a autora havia feito todas as suas descobertas caminhando pelo mundo e lendo registros que estavam nas Pirâmides do Egito, nos Templos dos Maias no México, ou mesmo no Perú, onde muitos segredos dos Incas estavam ainda por serem desvendados? No Brasil então, nem se fala. Por mais que as pessoas não comentassem, claro que no Brasil haviam vários tesouros arqueológicos para serem desvendados.... A religião naquele País havia cerceado em muito a abertura para o que realmente o Universo espera de nós. O curioso é que Khapitolykus em Grego simbolizava Universal...

Onde se havia perdido o Elo Eterno???

 

 

Ao chegar em seu sótão, a primeira coisa que fez foi pesquisar em seus arquivos muito antigos. Em meio a papéis amarelados e abandonados no tempo ele encontrou algo que há muito lhe chamara a atenção...

Era uma peça em cristal, com uma simbologia do Universo, contendo muitos Astros e Estrelas.

Havia um pormenor muito importante naquela peça: ela só funcionava com água...
A água movia todo o mecanismo de cristal ali inserido, de forma a nos dar uma idéia de como funcionava a força Cósmica que fazia com que o Universo se movesse.

Houve uma época em que ele pensava que o vento também poderia fazer funcionar aquele símbolo do que afinal é a Vida e como ela se movimenta universalmente...

Claro que tudo de uma forma apenas simplória aos olhos de muitos, mas ele sabia, claro que sabia, que quem criou aquela peça era alguém muito iluminado e a fez com a integração não apenas dos elementos terrenos mas com a luminescência Eterna, aquela luminescência que afinal tem a ver com a energia eterna que a tudo e a todos envolve e faz Crê SER.

Desceu as escadas entre o sótão e o grande salão, atravessou os pórticos, dirigiu-se a uma fonte e com um cuidado imenso, começou a montar as peças que compunham aquele exemplo de energia Universal...

Os Cristais que iam se juntando davam uma idéia de algo muito sublime, e o lusco-fusco de seus raios logo davam a ele uma idéia do que realmente estava ali inserido no Todo...

A peça completa tinha seus 3 metros de diâmetro e 3 metros de altura...

Quando estava toda montada, por si só já era um imenso exemplo de obra de arte criada por uma ENTIDADE DE LUZ, pois realmente era um grande espetáculo à vista, emocionava a quem ali parasse para observar. Uma emoção que vinha das estrelas, passava pelos planetas, energizava-se com os cometas e vagava no vácuo universal....

Algo que Ale Mohamed de vez em quando sentia quando entrava em transe.

O CAMINHO, pensou... AVATAR...

Foi interligando então a Água que vinha da fonte até ao ponto onde ela deveria começar a acionar a RÉPLICA CRISTALIZADA DO UNIVERSO...

E assim, quando tudo estava preparado, ele deixou o Mundo girar nas órbitas de todos os outros Astros e Estrelas... e ficou ali, admirando... O cintilar de cada gota de água causava um reflexo diferente na integração com os sóis da própria peça, afinal eram muitos sóis e muitas luas. E o mais curioso é que ainda era de dia... algo que não se podia ver realmente à luz do dia...

Ale então, sem querer, olhou para o relógio digital que estava assentado em uma pedra de mármore ...3.33...

Sorriu para si mesmo. Mais uma vez o Cosmo conspirou para lhe chamar a atenção... 11.22... 33...

Deixou a peça a se movimentar, subiu à varanda e lá de cima ficou observando aquele movimento todo.

O fundo esverdeado do jardim lhe permitia ver um Universo esperançoso... livre e solto... como deveriam ser todos os seres humanos e todos os seres da Natureza, fossem eles Terrenos, Uranianos, Arcturianos, Marcianos, Venuselanos, filhos de Andrômeda ou de que outros mundos visíveis e invisíveis existissem...

O caminho entre cada corpo celeste, além de ser imensamente iluminado, ainda contava com a luz de outros, luzes que se intervinham cosmicamente sem gerar nada além da energia que movimentava o Todo Universal, onde a Água era o símbolo da Vida que se unindo à Terra gerou o todo, que gerou este poema:

Amar: É Água passando por Pedra... e Ale apontou o que lhe vinha a mente, nascendo então o poema: Amar, Amando...

Amar: É Água passando por PEDRA, sem a PEDRA se aperceber, que a Água de tanto passar, transforma a PEDRA em grão.

E o grão, assustado, intrigado, pergunta à Água: "Oh Água, porque ser assim?"

A Água, NADA responde e leva o grão para o MAR….

Amando: É grão se juntando a grão, até uma NOVA PEDRA, se formar, para que venha a Água, mesmo salgada do mar, para tudo recomeçar.

 

 

Lá embaixo, no jardim, o Universo em miniatura emitia suas luzes, em consonância com as luzes das Estrelas... já era noite... .22:22

Ale Mohamed sonhava, voava, vivenciava a energia cósmica que o impelia para os vários PORTAIS UNIVERSAIS, e comprovava que realmente nada, nem ninguém, precisava se preocupar com nada, pois o universo, até em sonhos era Real... Mono, Uno, e ao mesmo tempo TODO...

Uma Estrela cadente cruzou os espaços siderais e atrás dela vinham as Perseidas, ...chuva de estrelas...


 

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