| Nada
se encerra nem acaba!
Assim Ale
Mohamed, um descendente de Luso Brasileiros, com raízes
em plagas dos Desertos, advindo geneticamente desde os mundos
esquecidos até ao Aqui e Agora, começou a fechar
a sua escrivaninha de pinho de riga, construída no século
XVIII e por ele conservada, até porque sabia que a energia
que o grafite, entre o papel e a MADEIRA trocam, é imensamente
melhor que a do sintético, tão propagado hoje em
dia.
Mas, antes
de fechar a escrivaninha, atitude que demonstrava ele estar concluindo
mais um trecho ou toda uma Obra, ele decidiu escrever a frase:
Nada
se encerra nem acaba!
Veio a sua
mente terrena, através da MENTE ÚNICA, a figura
de Eistein, um ser que era muito íntimo dele, pois como
ele costumava dizer, O UNO, é UNO e está tudo dito!
Que pena o
que fizeram com gerações e gerações,
na separatividade da VIDA.
E assim, por
mais que O AVATAR fosse o CAMINHO, por mais que gerações
e gerações, procurassem um Avatar, Ele só
iria surgir, a partir do momento em que as próprias gerações
o gerassem. Se tiverem dúvidas leiam as Histórias
de todos os citados Avatares e verão que há entre
a Revolta, e a Contestação uma Luz imensa em todos
Eles.
Sidarta,
o Príncipe, revoltou-se com seus ancestrais, saiu do Castelo
e foi na Floresta redescobrir a essência da Vida, dando
origem ao que hoje chamamos Budismo; o que o fez sair do conforto
do Castelo e ir NATURALMENTE buscar a força da Vida Eterna,
nada mais foi do que a Chama que o Chamava e a todos chama.
Jesus,
filho de José, descendente de David e Salomão, revoltou-se
com tudo o que o fez passar a vida FUGINDO de uns párias
das sociedades da época e, em vez de ficar no conforto
que seus pais terrenos haviam conseguido para Ele com tantas fugas
e reencontros, mostrou aos Doutores do Templo, ainda menino, que
a sabedoria não ocupa espaço nem tem idade e após
alguns anos, entrou em Jerusalém em um burrico, contestando
tudo e todos, no DOMINGO DE RAMOS, pois sabia que ser Rei era
algo muito mais fácil do que ser o que Ele É e sempre
Será!
Maomé,
o Grande Maomé, abandonou tudo de bens materiais que lhe
poderiam cegar, para ficar nas portas de Bagdá, recebendo
aqueles que vinham pelo deserto sedentos não de Água,
mas da Água da Vida e, mesmo com a aparência de um
mendigo, mostrava e mostra até hoje que o Deserto e as
Cidades são interligados, mas o Planeta todo já
está no Céu e ninguém precisa morrer para
lá chegar.
E se Ale Mohamed
quisesse ficaria enumerando tantos citados Avatares que realmente,
o Livro que diz: Eu Livro!, não teria apenas páginas
mas sim bibliotecas inteiras que nunca explicariam afinal o que
é O AVATAR.
Assim, a frase
Nada se encerra, nem se acaba!
Ele escreveu
quando soube que havia um reencontro entre tudo, e entre todos,
não apenas humanos, mas seres energéticos, seres
de luz, ou seres das trevas, seres gerados na luz ou nas sombras,
seres do espaço ou da Terra, seres humanos ou seres marítimos,
seres elementais, da Terra, da Água, do Fogo, dos Metais,
ou simplesmente Átomos.
Tudo, mas
Tudo mesmo, um dia se reencontraria, poderiam passar milhões
de anos ou segundos, e, como o seu mundo era todo o Universo,
apesar de viver em uma ILHA, ele, Ale, sabia muito bem que o Universo
conspirara para que através de um reencontro O AVATAR e
todas as outras Obras inacabadas que ele havia escrito seriam,
por uma LEI CÓSMICA E NATURAL, divulgados, mesmo que ficasse
ali no seu sótão, em Santo António da Serra,
Ilha da Madeira, Portugal.
Até
porque em uma outra Ilha ali pertinho, Porto Santo, haviam OS
PROFETAS, como também havia Saint Germain, na figura de
Cristóvão Colombo, e havia ainda a Igreja com as
imagens que lembravam tantos santos e Avatares, como o próprio
Jesus, e na Ilha onde ele vivia, a da Madeira, havia o Santiago
Menor, o Henrique Alemão, o Cemitério dos Judeus,
You...Deus!!! JUDEUS...
É,
ele tinha mesmo que fechar a escrivaninha, senão nunca
iria conseguir sair do seu sótão, para ir ver a
luz das estrelas e principalmente do Deus Rá!!!!!!!!!!!!!!
O Deus tão
antigo e tão singelo, ...amigo da Deusa Má que é
a Lua, sua amada, e companheira de tantas e tantas existências.
A outra Lua
caiu!!!
Mas isto é
uma outra história que fica para uma outra vez!

MAOMÉ,
pois é, MAOMÉ, foi o inspirador de Ale Mohamed,
foi Ele que veio ter com Ale Mohamed durante todos estes anos
para lhe dizer que deveria escrever.
Muitos anos
se passaram, dentro da escrivaninha ficariam imensas folhas de
papel escritas a mão, no sótão imensos blocos
de alfarrábios, guardados, fotos, documentos, MANUSCRITOS,
documentando a CAMINHADA, O CAMINHO percorrido por Ale Mohamed,
O BRASILEIRINHO, ou O POETA, como lhe chamavam alguns, desde os
tempos de Cartola, Vinícius de Morais, Erasmo Carlos que
o chamava de LETRINHA, Brasília (a sua babá), que
o embalava com canções Africanas, onde os Grandes
MESTRES DAS ARTES ESPIRITUAIS, estavam ADORMECIDOS, um Brasileirinho
que conheceu O BRASIL inteiro, viajando e procurando dar uma oportunidade
às pessoas de viverem, trabalharem, sentirem a vida e a
forma como ela tinha de nos mostrar O CAMINHO.
É...
como viajou Ale Mohamed! 60 anos, e nem sentia, parecia ter a
Alma de um jovem de 25 anos, e naquele dia, recebeu a informação
que O AVATAR seria divulgado, como o livro que diz : EU LIVRO!
A EMOÇÃO
ERA IMENSA, e Ale sabia que ela era a força motriz da seiva
que irriga a árvore, gera frutos, e cria florestas. No
ser humano ela nada mais era do que isto mesmo como explica o
TANTRISMO, e assim, acendeu seu velho cachimbo, colocou o fumo
half and half ao lado, observou seu fiel cão Coringa
ali adormecido, o Altar com tantos santos que ele ganhara de amigos
católicos, a imagem da sua Mãe, Dona Marianna, a
sua foto quando ainda era um bebê, as redes espalhadas pelo
sótão, onde de vez em quando pernoitavam seus amigos
vindos do cosmo, ou vindos de algum lugar do plano Terra para
o visitarem ou para apenas sentir como ele estava, como ele se
sentia e como ele iria mesmo trilhar os NOVOS DIAS da chamada
NOVA ERA, que para ele era igual a tantas outras, pois o SER vivencia
a Eternidade e não apenas o Aqui e Agora ou o futuro ou
o passado. Claro,
tudo estava equilibrado, por maior que fosse o aparente desequilíbrio.
A fumaça
do velho cachimbo lhe trouxe gratas lembranças, não
de um sótão, mas de um porão onde ele vivia
em sua infância, pois, uma CAVE, como dizem os Lusitanos,
onde em vez de vinho, estava Ale Mohamed... Do outro lado da rua,
também numa Cave, Chico Caruso, Paulo Caruso, os Cartunistas,
que na CAVE cavaram as imagens que passavam na rua e os inspirava;
a Ale, o que inspirava era o NADA, pois quem tem NADA, se fez
Um, fez 100%.
A imagem da
jornalista que lhe avisou que iria concordar em divulgar a sua
obra estava ali à sua frente, a imagem de Brasília,
a sua Babá, muito antes de haver Brasília, também.
Todos seus ancestrais clamavam dentro dele que havia chegado a
hora de fechar a escrivaninha e dar asas a O Avatar.
Seu coração
palpitava com a intensidade de uma lâmpada de mil volts.
Édison
inventara a Luz no Vácuo e este era seu nome.
A Luz no Vácuo,
o Vácuo o Cosmo, O AVATAR.
Almeida, a
Cidadela a Norte de Portugal, na Guarda, com a Estrela a protegê-la,
o Caminho de Santiago Português, Lusitano, e a escrivaninha
entreaberta.
LIBERDADE,
o Bairro onde nascera Ale Mohamed.
Silêncio,
e uma LUZ VIOLETA invadiu todo o sótão, como em
outras vezes Ale vira acontecer com seus amigos terrenos, fosse
onde fosse, CHAMA VIOLETA, que irradiava de dentro para fora e
de fora para dentro.
Os cães
não mais uivavam, o silêncio era imenso no Sítio
da Relva, na Picinguaba, em Chapada dos Guimarães, na Amazônia,
no Peru, em Santa Catarina, em Tremembé, no Horto Florestal,
enfim por todos os lugares onde Ale Mohamed havia passado buscando
a resposta para O AVATAR. O silêncio dominava, KIRIRI, silêncio,
O VALE SAGRADO DO KIRIRI.
Toda grande
caminhada começa com um primeiro passo.

Ale recolheu
todo o material que iria enviar para o pessoal que se comprometera
em divulgar a OBRA, e O AVATAR iria seguir o seu Caminho.
Parecia pleonasmo,
O AVATAR, seguir o seu Caminho... pois se O Avatar é o
Verdadeiro Caminho…..!!!!???
Algo fez com
que a tampa da escrivaninha sem querer se fechasse.
Coringa até
acordou com o barulho que a tampa pesada fez ao cair, percebeu
que nada mais era que uma tampa caindo e tampando tudo, voltou
a dormir.
Ale então
se apercebeu que chegara a hora, pois até a escrivaninha
lhe dissera: “Fim!”
Outras OBRAS
iriam brotar, desabrochar, e mostrar ao mundo que naquele sótão
ou por onde caminhasse o Escritor nasceriam os filhos do VERBO,
os personagens da Vida, e da História do Mundo que se diz
Terreno.
O vento acelerou
e o sótão sentiu... Folhas soltas voaram de um lado
para o outro, mas O AVATAR já havia sido todo recolhido
e colocado no Correio de Santo António da Serra, iria seguir
o seu Caminho.
Atravessaria
o Oceano Atlântico e voltaria para onde começou,
no Brasil, terra natal de Ale Mohamed, um SER que habitava o escritor
e que se intitulava a muitos:
O
ERMITÃO DA PICINGUABA
Onde
o Amor nunca acaba!!!
11.22 hs.
Dia 05 de Julho de 2005 da Era Cristã.
11.22 hs. Dia 05 de Julho de 2012 de uma certa Era.
Édison
Pereira de Almeida
Escritor
08/06/2005
www.ermitaodapicinguaba.com
© 2004 |