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Último
dia de aula, que ano! Quantos dissabores
A sala de
aula vazia, alunos no pátio, a Professora corrigindo
seu último diário
Greves!
"É, esse ano não foi fácil, voou!!!".
O
mais sacal dos alunos entra:
Dá licença
Entre, como vai?
Vou indo
Vim despedir
Obrigado por tudo!
Saiu
Ela
ficou pensando: Engraçado, o ano inteiro brigamos!
E ele provou ser um bom aluno
Lembrou-se há
quanto tempo lecionava
Saudosamente passou e repassou
o passado por sua mente
uma vida! Detestava ser Professora
hoje em dia. Tinha seus conceitos formados e as Escolas
cada dia podando mais os alunos. Ela realmente estava ficando
muito magoada com tudo isso. O mesmo aluno com quem ela
tanto brigou por não ser atencioso em classe passou
a ser um dos melhores, um excelente aluno
Os muito
aplicados, ela às vezes sentia serem condicionados
por apostilas, testes de múltipla escolha
Enfim
era a vida! Ir e vir
As
férias vieram

Estava
em Fortaleza
de repente uma confusão danada
na praia
Aproximou-se
Eram os pescadores vendendo
seus peixes
Muito mais gente que peixe
Entre
eles, qual não foi sua admiração, lá
estava o Rebelde
o que ela tanto brigava!
Oi professora! Como vai a senhora? Vai levar peixe?
Interiormente
ela sorria, ele era um pescador
Filho de pescador
peixinho
é! Aproximou-se
sorriu, a jangada cheia de
pescado, até uma tartaruga ia e vinha entre os peixes
que a rede aprisionava
O pai ao lado.
Pai, essa é minha professora
O bom homem tirou o chapéu salgado
Boa tarde dona! Escolhe o que melhor lhe aprouver
fique à vontade!
A simplicidade a emocionou.
Nem sei limpar
Fica fria, eu limpo
E
ela escolheu um que parecia lhe pedir para ser levado e
retirado daquela prisão de torturas sem água.
Ele apanhou a peixeira, limpou em segundos o bitelo
embrulhou em um jornal
"Greve dos Professores",
era a manchete. Coincidência? O pai continuava servindo
outras pessoas
Quanto é?
Nada não
presente!
Emocionou-se mais ainda
Ele
dirigiu-se até à beirinha d'água para
lavar as mãos e a peixeira
Agachou-se
e lavou-as no IR e VIR da água
Nada?
Nado!
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