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O
que pretendes?
Oh
Poeta, louco, desvairado,
Que tanto reduzes, quanto me enalteces, que me leva
Aos píncaros ou me joga ao fundo do poço?
Que posso fazer lá no fundo,
Onde às vezes me atiras,
Se me atas os membros inutilizando-me?
Que posso fazer lá no cimo das estrelas,
Onde outras vezes me jogas?
Se neste vai e vem perdida numa esfera onde
O infinito se multiplica,
Eu me desintegro e minhas partículas caem
De teus olhos que choram meu corpo
Em tuas faces já recompostas e sãs.
O
que pretendes?
Se é que me amas me acusas!
Se é que me odeias me absolves!
O que posso fazer para equilibrar estes dois pontos
Que às vezes se distanciam
Outras se unem na ponta de um punhal?
Que posso fazer quando te vejo escorrer dos meus
olhos,
Sem poder limpar as lágrimas,
Pois destruiria em segundos a Imagem que fiz durante
Milénios de um Amor assim?
O
que pretendes?
Que me cale ante a catastrófica tempestade
que me causas,
Ou grite ante o paradoxo e meu eco permaneça
pra
Que seja esclarecido e não vá dormir
na incógnita?
Responde POETA, por favor!
Responde POETA, O QUE PRETENDES?
Maga
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