|
Que
absurdo, seus olhos que de manhã refletiam tanta
doçura através e entre as letras de um poema
suave, agora estão cheios de ranço
POR QUÊ?
Me olham assim e eu não acredito.
Indagam-me, exigem, ferem. Como pode? Sua boca, que bem
minutos antes chegava a ser infantil apelando carinhos,
agora está tão dura e cheia de rugas, feias,
de um velho estúpido, grosso e cruel; por quê?
POR QUÊ? POR QUÊ? Perguntei atônita.
Eu
sou louco! Você não sabia?
Sim,
eu sabia.
Mas
não deixa de ser absurdo.
Por que será?
Maga, não!
Gabi? Não!
Gabriela? Não!
Não, Não, Não, Não, Não,
Não e Não!

Seis
do nove de oitenta e nove.
Hoje é um novo dia, cheio de alegria e perdão.
Foi um dia cansativo talvez pela tragédia de ontem,
mas foi um dia Feliz.
Pensei o dia todo como pudera ocorrer tudo "aquilo",
não concluí nada.
Entre um contrato e outro
cliente, entrevistas, estava
eufórica e ao mesmo tempo apreensiva, o que será
que ele estaria tramando?
Será que um Poeta pensa? Trama?
Um Poeta pensa sim. Mas ele, um poeta cósmico louco,
ímpar, será que pensa? Esquece, chora, medita,
desce das nuvens cinzentas e pode ser parecido com um Ser
comum?
É
noite e o encontro sorrindo.
Um Homem. Um Amante.
Fizemos Amor. Enchemo-nos de energia transmitida pela magia
dos corpos, pela mágica folia das almas.
A Noite transcorre serena e calma.
Nossos sonhos terão a tranquilidade de um sono de
PAZ!
Maga
|
|