UM dia eu pedi a Deus Amor e Paz!

A Paz eu havia descoberto bem dentro de mim, bem perto.
O Amor eu busquei nos Campos, nos Mares, nas cidades e
Longe, bem longe de mim.
Cheguei ao redor do Luar em várias boemias a sonhar
Que Lá, bem Lá, Ele deveria estar.

Mas, qual o quê, o Amor chegou-me quando, nem Paz eu tinha mais.
Estava velho, cansado, esqueci do tempo em que era rapaz.
Rompi com o mundo e aguardava o UNIVERSO chamar-me…

Chamou-me…
E estou voando, preso e voando.
Preso à Nave onde a Amo,
Preso aos lábios úmidos que saciam meu querer,
Preso aos movimentos do Amor que,
Sem necessitar orgasmar a querem, dentro,
Fora, quente, frio, querem porque querem…

A sua MAGIA me aprisionou.
Sou eu o aprisionado e Ela a Libélula buscando lá fora
A Água que mata a sede enquanto eu aguardo o retorno para
Tê-la nos braços que pintam, cortam e recortam
Os sonhos de construir.

Por que foi gostar assim?
E se Ela fugir?
Será o fim, a Nave se destruirá e eu vagarei no Universo
Tendo na lembrança mais um sonho de criança Universal.
Terra, oh Terra!!! Escutai o meu clamor, vá onde ela estiver
E diga-lhe por favor,
Que o que sinto é o primeiro e verdadeiro AMOR!!!

 

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