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Era
um tempo de pai, mãe e toda uma família a
perturbar os caminhos que eu havia escolhido para viver.
O
mar me esperava e, por mais que eu o quisesse, as pessoas
dele me afastavam.
De
afastamento a afastamento do Atlântico quase chego
ao Pacífico, e os tormentos de minha vida cresceram
de forma tal que um dia resolvi partir
só eu
E
lá estava o Mar, a Montanha de toda a minha vida
a esperar o mergulho interior de todos os totais interiores.
O
tempo passou e quando descobri que O ERMITÃO que
me tornei estava ansioso para dividir tudo com quem nada
pedisse decidi que iria em busca desse alguém e novamente
afastei-me do Mar e subi as encostas de várias serras
para encontrar o que meu ser solitário buscava
11 anos se passaram e Nada
Quando
menos eu esperava
aconteceu,
e
agora sem a brisa do mar,
sem o Ermitão da Montanha,
sem nem mesmo esse planeta inteiro eu já posso ficar,
pois ao invés de encontrar quem Nada quisesse
encontrei quem o meu tudo em nada transformasse
para que uma nova vida espiritual recomeçasse,
e assim estamos,
eu ela e tudo o que nos rodeia vivenciando o que eles nunca
vivenciarão, pois nem respeitaram o mar, o planeta
e o Ermitão.
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© 2004
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